Demanda por aço deve terminar ano com estabilidade e superar 5% em 2021

O ano de 2020 foi de muitas dificuldades para os mais diversos setores da economia devido a pandemia da Covid-19. Um destes setores foi o da Siderurgia, que sentiu forte retração de demanda por seus produtos neste período. No entanto, a oferta e a demanda já vêm se ajustando, de maneira que em novembro, a capacidade instalada das usinas superou o volume esperado pré-pandemia.

Hoje, a utilização da capacidade é a mesma de janeiro deste: ano 63%, de uma capacidade instalada total de 51,5 milhões de toneladas ao ano. O percentual deve subir para perto de 70% até o final do ano. Isso está sendo possível devido a retomada da economia e o aquecimento da demanda proveniente de diversos setores que estão contribuindo para a recuperação do setor siderúrgico no País.

Segundo estimativas do Instituto Aço Brasil, entidade que reúne as indústrias siderúrgicas, o setor sinaliza expansão superior a 5% nas vendas domésticas de aço para 2021. Este ano, o setor deve terminar perto da estabilidade, com crescimento projetado de apenas 0,5%. A estimativa mais recente para esse ano é de que o volume comercializado some 18,88 milhões de toneladas e, para 2021, 19,89 milhões de toneladas.

Já no consumo aparente (vendas locais mais importações) há previsão de um recuo de 1%, para 20,78 milhões de toneladas. Em relação a 2021, porém, a entidade prevê alta de 5,8%, atingindo 21,97 milhões de toneladas. A projeção para o incremento do consumo aparente de aços planos é de 6%; em longos, de 5,5%.

De acordo com a entidade, o desligamento temporário de alto-fornos não vai comprometer o abastecimento do insumo no Brasil, especialmente para o a construção civil, uma vez que boa parte do insumo utilizado pelo setor é produzido nas aciarias elétricas, à base de sucata, que teve religamento rápido. O Instituto Aço Brasil ainda afirma que o setor das siderúrgicas têm privilegiado o mercado interno.

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